A maioria dos produtos financeiros esconde como funciona e o que pode correr mal. Nós fazemos o contrário — é a única vantagem que não se copia. Aqui está tudo, em linguagem simples.
Seis mercados descorrelacionados — Bitcoin, Ethereum, Nasdaq, S&P 500, ouro e petróleo. A regra é uma só: preço acima da média de 50 dias → comprado; abaixo → cash. Pesos por paridade de risco (menos peso ao mais volátil).
Sem stops, sem intraday. Corta os perdedores, deixa correr os vencedores.
Compra à vista + vende o contrato perpétuo: fica delta-neutra (imune à subida ou queda do preço) e colhe o funding — quem está comprado paga a quem está vendido, positivo ~85% do tempo. O tamanho ajusta-se ao regime.
Retorno estrutural de ~6–7%/ano, mercado-neutro. Não prevê nada.
Não são apostas — são duas arestas estruturais. O funding é uma taxa que existe pela mecânica dos mercados de perpétuos, não por adivinhação. A tendência aproveita o momentum, um prémio documentado há décadas em quase todos os mercados.
E o mais importante da tendência não é acertar no topo — é sair nas quedas. Não perder numa crise vale tanto como ganhar numa subida. É por isso que o modelo passa a maior parte do tempo a não fazer nada.
Sete riscos reais. Se um produto não te mostra esta lista, desconfia.
Em mercados sem rumo — viste os 26 sinais do Bitcoin nos 6 gráficos — a tendência dá muitas entradas e saídas falsas, e cada uma custa uns cêntimos em custos e má sorte. Diversificar em 6 mercados atenua, não elimina.
A conta vive em dólares. Para um investidor europeu, o backtest suave (queda máxima -0.9% em USD) transforma-se em -9.2% em euros, com mais volatilidade, só por causa do EUR/USD. Recalibra a expectativa: esperar quedas de –10% em euros.
A posição neutra é imune ao preço, mas assume que a diferença entre o à-vista e o perpétuo (o basis) se mantém estável. Um pico de basis pode dar perdas temporárias e, no limite, risco de liquidação — mesmo sem o preço mexer.
Multiplicar por 1,5 precisa de margem real em dois locais (corretora + exchange) e amplia as quedas. Regra de humildade: a queda real pode ser 2 a 3 vezes a do backtest. Por isso a neutra fica sem alavancagem.
O maior risco não é a estratégia: é o operador. Se falhares um sinal, errares o tamanho ou desistires numa má semana, ficas com uma versão pior do modelo. É para isto que existe a página Modelo vs Tu.
Não há estratégia sem meses maus. Ao longo dos 48 meses, foram positivos 34 — logo 14 foram negativos. Há períodos mornos e há períodos a perder. Quem promete o contrário está a mentir.
Os 48 meses são uma simulação sobre dados reais, com as ressalvas de sempre (o modelo foi escolhido depois de ver estes dados). Ao vivo, o histórico ainda é curto. Nada aqui é uma promessa de retorno.
A pergunta mais honesta de todas. Boa notícia: o modelo já conta com um dia — a posição de hoje vem do sinal de ontem, ou seja, agir na manhã seguinte à indicação é o modelo, custo zero. Medimos o custo de te atrasares para além disso, em 4 anos de dados:
| Execução | Retorno | Queda máx. | No teu bolo |
|---|---|---|---|
| O modelo (na hora) | +18,2% | −7,2% | — |
| +1 dia atrasado | +14,8% | −7,8% | −1,0pp/ano |
| +2 dias atrasado | +14,2% | −8,2% | −1,2pp/ano |
| +3 dias atrasado | +13,0% | −9,2% | −1,6pp/ano |
Retorno e queda da manga de tendência; «no teu bolo» já diluído a 30% (o peso da tendência). Período de 4 anos — ilustrativo, não uma lei da física.
Ler isto com honestidade: cada dia extra custa ~1 ponto/ano no portefólio — mas é sobretudo ruído (às vezes tarde até ajuda). O custo mais consistente não é o retorno, é a queda: quem sai tarde apanha mais da descida.
O que dói mesmo é faltar a uma indicação — aí perdes o movimento inteiro. A lentidão da estratégia é o que te perdoa umas horas de atraso; o que ela não perdoa é esqueceres-te. É exatamente para isso que serve a call na hora: manter-te no «na hora», onde o custo é zero.
É este o número, não os +28% idealizados que se veem por aí — esses ignoram os juros da margem, que são reais e descontámos. Preferimos prometer menos e cumprir.
As duas peças são reconstruções de produtos reais de milhares de milhões: a manga neutra é o que faz a Ethena (o stablecoin USDe, ~6 mil M); a de tendência é o que fazem os ETFs managed futures como o DBMF e o KMLM — o KMLM usa literalmente média móvel + paridade de risco, o nosso método. A diferença é que aqui é transparente e gratuito de seguir.